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8.31.2004

A FESTA DO NATAL NA TRADIÇÃO EUROPEIA 

O Natal, festividade de crucial importância no actual Ocidente, era uma festa já celebrada antes da entrada do Cristianismo na Europa, tratando-se por isso actualmente de uma festa na qual convergem e coincidem tradições pagãs e cristãs. Para os Europeus antigos, na raiz desta festa estava a celebração do Solstício de Inverno, isto é, do momento em que o Sol, depois dos seis meses de declínio, reinicia a sua ascensão. Daí o nome «Natal»: vem de «Nascimento» (para os pagãos nascimento do novo ano solar e para os cristãos nascimento de Cristo), e é de raiz latina, como a própria Língua Portuguesa, que é, como se sabe, de ascendência romana.
Trata-se pois, na tradição europeia original, da festa do Nascimento da Luz.
A festa do Solstício de Inverno foi celebrada em Roma (e no seio de outros povos; mas, neste artigo vamos centrar-nos principalmente na tradição latina) desde tempos arcaicos. Esta grande celebração era feita em honra de Saturno, o rei da Idade do Ouro (isto é, a Idade da Perfeição do início do mundo, quando todos viviam em paz e harmonia). Saturno é o Deus das Sementeiras (e, por extensão, do sémen), pois que o Seu nome vem, provavelmente, da raiz «Satus» (isto é, «brotar de», ou, talvez, «semear»). Ora, como em Dezembro se faz a última semeadura do ano, a Sua celebração tem lugar precisamente neste mês.
Durando a princípio apenas um dia, 17 de Dezembro, esta celebração passou a estender-se por dois dias com Júlio César, por três com Octávio César Augusto (o primeiro imperador de Roma, aclamado imperador na Ibéria, pelas suas tropas romanas e celtibéricas), e, de imperador em imperador, a festa acabou por durar sete dias - de 17 a 23 do referido mês.
No acima mencionado dia 17, a lã que envolvia a estátua de Saturno era retirada, o que significaria o desabrochar da semente no décimo mês (Dezembro era, como o próprio nome indica, o décimo mês, antes da reforma do calendário que deu mais dois meses ao ano). Depois, procedia-se a um sacrifício em honra do Deus, Saturno, e a um banquete, no qual o Deus participaria, pois que a Sua estátua era colocada num leito junto à mesa, com os convivas humanos. Usavam-se roupas mais simples e as pessoas iam pelas ruas gritando e festejando. Neste evento religioso, as distinções sociais desapareciam, pelo que todos, escravos e senhores, se encontravam em plena igualdade; o desregramento e o deboche impunham-se e praticava-se sexo a torto e a direito. Alguns criminosos eram amnistiados e soltos, indo colocar as suas algemas no templo deste Deus, como oferenda. As execuções dos sentenciados com pena de morte eram adiadas. Tudo parava: tribunais, escolas, senado, o trabalho em geral.
Era um retorno a uma Idade do Ouro, isto é, a uma época mítica, do princípio dos tempos, quando todos os homens eram justos e pacíficos e não eram necessárias armas ou leis impostas.
No seio das famílias, elegia-se uma espécie de Rei Momo, o Saturnalicius Princeps, que presidia aos banquetes, à folia e às orgias. Além disso, ofereciam-se presentes: pequenos bonecos de cerâmica - sigillaria - para as crianças, e velas de cera - cerei - para os amigos.
Ora, é de suma importância o facto de esta antiga celebração romana apresentar significativos pontos em comum com certos festejos portugueses, muitos de provável origem pré-romana (centro-europeia ou céltica), o que aponta para um fundo original comum entre os romanos e esses povos centro-europeus. De acordo com Leite de Vasconcellos, por exemplo, a celebração do Bispo Inocente (anterior à do Espírito Santo, proibida em 1260, mas ainda celebrada com grande pompa no século XVII, precisamente na catedral de Lisboa) era marcada pela folia, e pela escolha do menino de coro mais novo (nas catedrais) para liderar, por assim dizer, a solenidade em questão, podendo mesmo lançar bênçãos; nos festejos do culto do Espírito Santo, há sempre a coroação de uma criança do sexo masculino; e, nalguns locais, até se soltava, simbolicamente, um preso. É também sumamente significativo o facto de que, na Beira Baixa, o termo «folia» designar uma confraria do Espírito
Santo.
De resto, é bem conhecido o clima carnavalesco e debochado que tão bem caracteriza as festas natalícias transmontanas, onde existe a tradição dos Caretos, jovens mascarados que circulam pela aldeia, batendo às portas, recebendo bolos, vinho e outras vitualhas, numa ronda avassaladora e evocadora de um certo espírito guerreiro de tempos arcaicos.. É também verdade que a energia dos jovens guerreiros do povo fertiliza os campos e vivifica toda a raça, daí que exista, desde tempos antigos, uma ligação do Deus da Guerra com a fertilidade dos campos. Curiosamente, o termo acima referido, «Caretos», parte de uma raiz «Car-» (que também está em «caraça») e, estando ou não relacionado com a palavra «cara», o que é facto é que também está na raiz de nomes de Deidades bélicas pré-romanas, tais como aquela que viria a ser denominada em latim por Mars Cariociecus.
Em Roma, celebrava-se também o Sol Invictus, ou Sol Invencível. Tal festejo foi iniciado em Roma pelo imperador Aureliano, em 274 .d.c., que instaurou no dia 25 de Dezembro a celebração conhecida como Natalis Solis Invictus, isto é, Nascimento do Sol Invencível. Aureliano soube deste modo utilizar usar as influências orientais (ele tinha estado no Oriente, combatendo em bem sucedidas campanhas) em proveito de uma renovação do culto romano do Sol Indiges, isto é, do Sol Indígena. A festa tem esta designação porque os Romanos das origens distinguiam entre Deuses Nacionais, isto é, autenticamente romanos, em relação aos Deuses estrangeiros. E os Romanos tinham um culto nacional do Sol, que entretanto tinha ficado um pouco esquecido. Mas Aureliano, que era descendente do clã Aurélia, família dedicada desde cedo ao culto solar, soube renovar a tradição familiar que lhe estava no sangue. O Sol Invictus é o Sol na sua expansão máxima, no seu esplendor, é uma imagem que simboliza a imortalidade e o que nunca foi nem pode ser vencido. Em sua honra faziam-se, de quatro em quatro anos, corridas de carros, o que é tipicamente romano.
Outra celebração que iria dar muito que falar foi a de Mitra, ou Mithras, Deus Ariano da Luz. Mitra é um antiquíssimo Deus, comum à Índia e ao Irão, Guardião da Verdade e dos Contratos. Com um certo carácter solar na Índia, a solarização da Sua figura era mais forte no Irão e na Mesopotâmia, e foi daí que ele chegou aos soldados romanos. De tal modo que o Seu dia sagrado era o domingo, isto é, em Latim, o Dies Solis, ou dia do Sol (no vocabulário pagão romano cada dia da semana é consagrado a uma Divindade). Curiosamente, também entre os povos pagãos célticos e germânicos o sétimo dia da semana era o dia do Sol, o que mais uma vez comprova a origem indo-europeia comum à Europa e certas zonas da Ásia. Assim, embora não fosse o Deus do Sol propriamente dito, Mitra foi em Roma frequentemente confundido com o culto do Sol Invictus. Mitra tinha nascido de um pedra atingida por um raio, no meio de pastores - portanto, não tinha mãe. Com efeito, o Seu culto, destituído de figuras femininas, era inteiramente viril, próprio de guerreiros, e propunha um ideal de pureza e rigor absoluto, qualidades especialmente admiradas pelos militares latinos, daí a sua grande difusão por todo o Império Romano, levado para todas as partes da Europa romanizada pelos soldados das legiões imperiais. Em Tróia de Setúbal, por exemplo, encontraram-se vestígios do culto mitraico.
O culto mitraico era todavia algo diferente do do Sol Invictus: este último, era puramente oficial, enquanto o do Deus ariano era sobretudo mistérico, isto é, continha uma vertente de secretismo e iniciação, ou seja, este culto tinha uma hierarquia (em sete graus) por onde o indivíduo ascendia ao conhecimento das verdades da vida e do universo, verdades estas que estariam vedadas ao homem comum. Esta iniciação era vedada às mulheres, e implicava a superação de provas duras, física e psicologicamente, daí o seu carácter elitista. Na iniciação em questão, a influência do culto de Saturno acabou por se fazer sentir, pois que o último grau (o de Pai, ou Pater, termo que está provavelmente na raiz da designação «Padre», dada aos sacerdotes católicos, pois que o Cristianismo bebeu muito da sua forma cultual no Mitraísmo) estava associado a Saturno A imagem mais conhecida de Mitra, presente nos Seus templos (localizados em grutas), é a do jovem Deus, com um barrete frígio, a matar um touro, rodeado do que se pensa serem ajudantes, ou encarnações do Sol. Das feridas do touro, cai um sangue que fertiliza a terra. Assim, o sacrifício do touro traz uma salvação geral do Universo, contra a fome e a miséria. A alma do touro, por sua vez, sobe ao céu e fica ao lado do Deus Supremo, pai de Mitra. Mitra, por seu lado, nunca morre, nunca é vencido, e, depois de um último banquete com os seus seguidores, sobe ao céu, deixando atrás de si um modelo ético de firmeza e carácter guerreiro.

Afonso Ribeiro

7.16.2004

Férias 

O blog voltará em Setembro.
Entretanto, visitem os arquivos.

7.09.2004

A descoberta do Genoma Humano e a manipulação da ciência 

É com algum espanto, ou talvez não, que tenho ouvido ultimamente cientistas e médicos afirmarem que, com a descoberta do Genoma Humano, “não haverá mais razão para se ouvir falar em raças”.
Para pessoas como eu, que têm noções básicas de genética e classificação de seres vivos, tais afirmações só nos fazem rir. Ou se trata da melhor anedota que ouvimos nos últimos tempos, ou algo de errado se passa e querem manipular a ciência para nos fazerem com que os povos aceitem mais facilmente a perda da sua Identidade (o que só favorece o Mundialismo/Globalização que nos querem impor)..
De uma forma simples, biologicamente falando, pertencem à mesma espécie, indivíduos que, ao cruzar-se, geram descendentes férteis. Até aqui nada de novo. Brancos, negros, asiáticos… Todos pertencemos à mesma espécie, a espécie Homo Sapiens Sapiens ou espécie Humana, como também é vulgar chamar-se. Se algum dos indivíduos destes grupos se cruzar com outro, irá gerar um descendente mestiço fértil. Mas as semelhanças acabam aqui! Com efeito, a espécie Humana está dividida em várias subespécies, ou raças, como acontece com a espécie Canis Familiaris (vulgo cães), formada também ela por inúmeras subespécies (Perdigueiro, Braque…)
A razão da existência de raças tem a haver com a adaptação de cada uma dessas espécies em diferentes ambientes. Sem essa adaptação, a espécie não sobreviveria. Coloquem um índio do amazonas no Pólo Norte e um esquimó no deserto líbio e digam-me o que acontece. Por muito que o primeiro se agasalhe e o segundo se dispa, os seus corpos não estarão geneticamente adaptados ao seu novo meio-ambiente, pelo que ambos sofrerão bastante com o respectivo clima. Por isso, quando nos dizem que não existem raças mas sim variações genéticas dentro de cada espécie, nós respondemos que são essas mesmas variações genéticas que provam a existência de raças! Se assim não fosse toda a Humanidade teria o mesmo tipo de compleição física, cor da pele, etc.
É evidente que um caucasóide (ou seja, um branco) é 99,9% geneticamente mais parecido com um negróide do que com um macaco. Mas é preciamente esses 0,1% que indicam que esses indivíduos não são IGUAIS. Por isso pertencem à mesma espécie, embora sejam de subespécies (raças) diferentes. E se tomarmos como comparação as suas diferenças genéticas em relação um ao outro e não a um macaco, chegaremos à conclusão que essas diferenças serão superiores aos tais 0,1%.
Ainda falando do ponto de vista biológico, as populações da mesma espécie geograficamente separadas formam subespécies, em que ocorreram alterações nos respectivos fundos genéticos, mas que ainda não são suficientes para as isolar sob o ponto de vista reprodutor. Poderão dizer que existem indivíduos da mesma raça com poucas semelhanças, uns com narizes grandes, outros com narizes mais pequenos, cabelos de cor diferentes, uns mais altos do que outros… É verdade, mas isso são diferenças pontuais, característica da variabilidade genética de uma raça. Contudo, a pele de um branco (por exemplo ) é diferente da de um negro, o cabelo é diferente, a secreção das glândulas sudoríparas é diferente, o sangue é diferente. Relativamente ao sangue, por exemplo, um branco nunca deveria receber sangue de um negro, pois este último possui um número elevado de hemácias, isto é, glóbulos vermelhos, os quais possuem uma característica muito específica: são falciformes. E esta característica, quando ocorre num branco, é sinal de anemia! Por outro lado, a estrutura óssea também é diferente (os africanos são quase imbatíveis em corridas a pé, mas em desportos em que não têm os pés assentes no chão revelam dificuldades de equilíbrio e são vulgarizados, casos da natação, hipismo, etc).
Por estas e muitas mais outras razões, não compreendo a dificuldade em assumir essas tais diferenças que existem entre as raças.
Longe de mim falar em raças superiores ou inferiores. Apenas quero afirmar, isso sim, que é evidente que existem raças diferentes. Temos que ser realistas e objectivos! Existem várias raças humanas, cada uma com várias características, que a tornam única e especialmente adaptada ao seu meio. Porque razão custa tanto admiti-lo? Pior, ninguém fala do perigo de a espécie humana perder a sua variabilidade genética, o que nos poderia levar à extinção no dia em que toda a humanidade se convertesse numa só raça (não são eles, os senhores que tentam moldar as nossas consciências, que dizem que o excesso de consanguinidade pode gerar enfraquecimento e doenças terríveis?) A variabilidade genética permite a uma espécie sobreviver a ataques externos do meio, pois a Natureza sacrifica sempre que necessário aqueles que não possuem qualidades para se adaptar ao meio.
Vamos então assumir as coisas como elas são e deixar de escamotear os factos para branquear a situação em nome de interesses que nada têm de científicos..

José Parreira

7.05.2004

Proposta de modelo de Estado Nacionalista 

Conforme tem sido afirmado várias vezes por aqueles para quem o Nacionalismo é uma filosofia de vida, este não deve ser concebido apenas como a defesa dos valores da Nação mas também como a aplicação desses valores num modelo sócio-económico e de Estado que presida aos destinos dessa mesma Nação.
Obviamente, dado que povos diferentes têm concepções do mundo diferentes, sou da opinião de que esta nossa filosofia (para poder ser sincera e plena) não deve impor um mesmo modelo a todos os povos como fazem o capitalismo e o comunismo, que acabam assim por tratar os indivíduos como máquinas e por privar os povos da sua identidade e liberdade. Deve, isso sim, deixar que cada povo crie o seu modelo de Estado com base nas suas instituições tradicionais (no caso português, municípios e corporações), as quais deixam assim de ser passado para se assumirem como alicerces do presente e do futuro, num esquema intemporal que perpetua a Nação.
Devemos defender pois o “Nacionalismo de Estado”: ou seja, o Estado deve ser a garantia da independência e da unidade da Nação, do equilíbrio de todos os seus sectores, e assegurar uma aliança de todas as forças produtoras e criadoras nela existentes. Assim, o intervencionismo do Estado na economia é imperativo num modelo nacionalista. Mas intervir significa regular e não dominar totalmente a economia. Caberá assim ao Estado garantir a igualdade entre os cidadãos e a independência nacional (nada de, por exemplo, deixar cair o nosso sector produtivo e a nossa banca nas mãos de estrangeiros). Relativamente à Banca, considero até desejável a futura abolição da banca privada, para que o Estado possa colocar o dinheiro ao serviço das empresas e dos cidadãos em vez de o deixar cair nas mãos desses especuladores agiotas que são os banqueiros, que muitas vezes nem sequer são portugueses e, quando o são, comportam-se sem um mínimo de consciência nacional. É que, no sistema actual, os Bancos são geridos de forma a darem lucro aos banqueiros/accionistas. Se não tivessem que dar lucro e tirassem para si o estritamente necessário para o seu funcionamento, as taxas de juro poderiam baixar, seria mais fácil a todos recorrer ao crédito e pagar os empréstimos. Haveria assim mais iniciativa, o que dinamizaria bastante a economia.
É necessária também uma organização laboral nacionalista, que vise unir todos os elementos da Nação em corporações socio-profissionais e acabar a luta de classes, dando uma autêntica machadada final nessa mesma luta com a instituição de critérios de preferência nacional obrigatória em todos os sectores da economia, quer no acesso ao mercado (para proteger as empresas portuguesas) quer no acesso ao emprego (para proteger os assalariados portugueses da concorrência desleal da mão-de-obra estrangeira e de eventuais chantagens da parte do patronato). Como meio auxiliar de acabar com as divisões entre patrões e empregados, e para manter a unidade nacional, o Estado deve também promover o aparecimento de empresas cooperativas, em que os assalariados sejam ao mesmo tempo patrões e empregados de si próprios (o que coloca o último prego no caixão da luta de classes e manda a foice e o martelo bolchevistas definitivamente para a sucata).
Evidentemente, o modelo de Estado que aqui defendo não se subordina a uma classe. Antes, subordina todas as classes ao interesse nacional. Daí a necessidade da criação de organismos profissionais, corporações ou sindicatos nacionais, onde todos os Portugueses estarão representados. No sistema actual há sindicatos de assalariados e associações patronais, que se combatem mutuamente, provocando divisões dentro do nosso povo. Os organismos profissionais que aqui se propõe abrangem patrões e assalariados dentro do mesmo organismo, num sistema em que, como se dizia num artigo do Número 2 desta revista, o representante do organismo profissional dos livreiros numa assembleia tanto pode ser o dono de uma livraria como um seu empregado. Assim, nas Eleições Legislativas, as populações devem passar a votar para um parlamento que os represente profissionalmente (Câmara Profissional) e para outro que os represente localmente (Câmara Territorial), sendo por sua vez esses dois parlamentos a escolher de entre os seus membros quais os elementos que irão compor o Governo. E acaba-se com a triste situação em que vivemos actualmente, em que só se pode escolher os demagogos que os partidos colocam nas suas listas de candidatos. No sistema aqui proposto, os escolhidos são os representantes concelhios e socioprofissionais que os seus concidadãos e colegas de trabalho aclamam para os representar. Assim só os melhores de entre os melhores poderão ser escolhidos para governar.
Mas, para que tudo isto funcione, Portugal deve tirar de uma vez por todas o máximo partido dos seus recursos (turismo de qualidade, construção naval, recursos marinhos, etc). Não se trata aqui de defender que Portugal se feche ao investimento externo em todos os sectores. Mas é inaceitável para um nacionalista que o nosso País tenha que depender desse mesmo investimento externo para sobreviver (que é o que acontece neste momento e que nos coloca nas mãos dos estrangeiros). E não se pense que um cenário politico-económico como o que aqui se propõe é impossível: cada vez mais gente por toda a Europa concorda com um cenário assim. Porque ter um País que é dono da sua própria economia não implica que esse País não possa formar alianças e blocos económicos com outros países. E àqueles que nos chamam utópicos responderemos as vezes que for preciso dizendo-lhes que a República também era uma utopia vinte anos antes da Revolução Francesa.
A organização de Estado aqui proposta passa (necessariamente) por uma restruturação do sistema político, na qual o esquema de vários partidos deve dar lugar a outro esquema em que as candidaturas dos partidos sejam substituídas por candidaturas de cidadãos independentes, que deixam assim de ter de prestar obediência aos partidos e podem estar mais livres para defender os interesses das populações que os elegem. Num sistema como o que aqui é proposto, os deputados não ficam presos à “disciplina partidária” (que os obriga muitas vezes a votar naquilo que o seu partido lhes impõe e que nem sempre é o melhor para os eleitores que os elegeram - por exemplo, a disciplina partidária já obrigou deputados eleitos por regiões agrícolas a terem de votar a favor de tratados internacionais que assassinam a nossa agricultura). É mais fácil para os lóbis controlar 250 deputados através de quatro partidos do que controlar esses mesmos 250 deputados se estes forem eleitos de forma independente. Acabada a grande influência dos lóbis, aumenta a transparência e os deputados ficam livres e podem mais facilmente ser responsabilizados perante as populações que os elegeram caso traiam essas mesmas populações.
Além disso, é conveniente acabar com os partidos (mas não com o pluralismo) porque estes dividem a força da Nação: o sistema de partidos é uma forma de guerra civil, onde os deputados se batem pelos interesses dos seus partidos e não pelos interesses superiores da Nação. Não podemos concordar com um sistema em que são os partidos que escolhem as pessoas em quem a população depois vai votar. Cada um deve ser livre de se candidatar àquilo que quiser sem para isso ter que ser nomeado pelos partidos para as suas listas de candidatos. Daí ser preferível uma representação política orgânica corporativa, baseada em candidaturas individuais e não através de partidos, num novo sistema alicerçado nos elementos estruturais da Nação (municípios e corporações profissionais). A representação nacional não deve caber a grupos efémeros ou facções/partidos (muitas vezes estrangeiristas e que colocam os interesses das suas famílias políticas internacionais à frente dos interesses da Nação). Conforme o nível educacional dos Portugueses for subindo, esta restruturação do sistema deve também ser acompanhada de muitos mais referendos à população (ou seja, tendendo para uma democracia o mais directa possível). A separação das pessoas por ideologias pode ser interessante para um debate académico, mas é um verdadeiro cancro para a força da Nação. Chega de termos pessoas separadas por partidos/ideologias: daqui para a frente, a única ideologia deve ser o serviço à Nação, o perpetuar do povo português e a salvaguarda do seu direito à sua cultura, nacionalidade e bem-estar. Assim, todos conjugarão esforços em vez de ficarem de costas voltadas por causa da maldita disciplina partidária.
Ao mesmo tempo, é importante que proponhamos uma nova concepção da liberdade individual. Para nós não existem direitos abstractos do homem: existem direitos concretos do homem. Aplicando na prática o conceito de “a minha liberdade acaba onde começa a dos outros”, nós, os defensores de um modelo de Estado nacionalista, consideramos que a liberdade de um indivíduo acaba onde começa a liberdade da Nação: os seja, que um indivíduo é livre de fazer o que quiser, desde que não atente contra aquilo que não é só dele mas sim de todo o seu povo (a sua cultura, o seu património, o seu meio ambiente, etc.). Fica pois claro que para nós liberdade não significa libertinagem. O indivíduo existe, socialmente, não como um ser destituído de obrigações para com a sociedade que o cerca mas sim como fazendo parte de grupos naturais que o educam e integram no meio (famílias), profissão (associações profissionais) e territoriais (municípios) e é nessa qualidade que lhe são reconhecidos todos os necessários direitos. Resumindo, o indivíduo terá liberdade para construir mas nunca para destruir. Terá liberdade para escolher os seus representantes nas assembleias territoriais e profissionais, fundar empresas, etc., mas não terá liberdade para destruir o que é de todos nós (a Nação), para explorar os outros ou para atentar contra os interesses nacionais, pois isso poria a unidade de toda a Comunidade/Nação em perigo. Trata-se de um conceito de liberdade construtivo e com critérios bem definidos, contrário ao conceito de liberdade que vigora no regime em que vivemos, onde há liberdade até mesmo para destruir a nossa cultura e para destruir a reputação de uma pessoa com base em calúnias difundidas pela imprensa manipuladora da opinião pública (é a isto que chamam “defesa da dignidade humana”?).
Concluindo, o sistema em que actualmente vivemos está caduco, e deve ser substituído por um novo sistema, com gente educada segundo princípios morais de respeito e serviço à Comunidade/Nação. Precisamos de políticos que sirvam o povo em vez de políticos que se sirvam do povo. É imperativo por fim a este sistema podre, porque gente com uma moral decadente e nascida na decadência só pode gerar o caos. Os políticos corruptos e traidores que destruíram aquilo que levou mais de 800 anos a construir, são para nós a verdadeira Geração Rasca da nossa História. E se pensam que algum dia lhes agradeceremos pelo estado a que deixaram chegar o nosso País estão muito enganados.
Aqueles que considerarem o modelo de Estado que aqui defendo um modelo fascista estão errados: o modelo aqui proposto não assenta no imperialismo, pois defende que cada Nação viva em liberdade segundo os seus costumes (ao contrário do fascismo, que é uma doutrina expansionista); defende a submissão do poder executivo (o Governo) ao poder legislativo (o Parlamento) e não o contrário, logo não é uma ditadura como foram o fascismo e os “fascismos” (seja lá o que isso for); e não atenta contra o pluralismo nem é um sistema de Partido Único. Mas se os rafeiros de guarda do sistema considerarem que estou a apelar ao fascismo (o que é considerado crime público, pois é proibido pela Constituição deste país), e quiserem voltar a atentar contra o meu legítimo direito de defender aquilo em que acredito, terei todo o gosto em ir novamente a tribunal pugnar pelas minhas ideias. Como diz alguém muito acima de mim nestas andanças da Causa Nacionalista, “podem-me privar de tudo, que não me privam de mim”.
Todas as propostas aqui feitas resultam de uma opinião estritamente pessoal e, com o evoluir da História, algumas delas poderão eventualmente tornar-se substituíveis por outras mais adequadas a um determinado momento. Mas uma coisa deve permanecer sempre em quaisquer propostas que sejam feitas: a defesa intransigente da perpetuação da Nação, do nosso Povo e das nossas instituições naturais e quase milenares (municípios e associações sócio-profissionais), sempre adaptadas à realidade vigente, em defesa do nosso povo e do seu bem-estar social. Tudo o resto é acessório.

Paulo Rodrigues


7.02.2004

A verdadeira face do marxismo II 

Na continuação do artigo escrito na JovemNR Nº 2, em que abordámos a teoria marxista, vamos agora focar os vários sistemas comunistas que até hoje existiram e principalmente os crimes que se cometeram em nome dessa ideologia.
Como foi explicado no artigo anterior, a questão do partido para Marx é deveras importante na caminhada para atingir o sistema idealizado pelos comunistas. Todos os regimes comunistas basearam-se na força de um grande partido. É por todos conhecida a força do Partido Comunista Soviético ou do Partido Comunista Chinês.
Foco principalmente estes dois partidos porque são os principais nesta panóplia Imperialista. Muitos dos crimes perpetrados pelos comunistas foram em nome destes partidos. Mais adiante, apresentaremos uma lista dos milhões que morreram em nome do Comunismo e de uma sociedade supostamente mais justa.
Levantam-se várias questões, que poderão ter algumas respostas. Não me cabe a mim dar a resposta. Mas, muitas vezees interrogo-me (quantos de vocês não o farão?), sobre a razão pela qual na escola, na disciplina de história, quando falamos dos regimes comunistas só falamos da “parte boa”. E os professores esquecem-se de falar dos crimes. Porque razão escondem a verdade? Que força tem o comunismo nas ditas democracias ocidentais para que seja tão protegido?
Fazendo um paralelo ao Fascismo e ao Nacional-Socialismo, relativamente aos quais se aborda logo a questão dos seis milhões, porque não falar dos cem milhões de mortes causadas pelo comunismo?
A versão da história será sempre a dos vencedores, e aquela que melhor servir os interesses dos poderes que estão instaurados, mas sabendo-se que o comunismo é um inimigo do capitalismo, questiono o porquê deste proteccionismo? Será que esta situação acontece porque, afinal, o comunismo não é tão anti-capitalista como segundo parece? Na realidade, ambas são ideologias de cariz imperialista, multiculturalista, que querem impor o seu modelo a toda a Humanidade, como se todos os seres humanos fossem carneiros. São eles os verdadeiros racistas pois, ao contrário do Nacionalismo, não defendem que cada povo viva segundo o seu sistema próprio de governo. Assim, o comunismo e o capitalismo, por serem globalizantes, são os maiores inimigos da liberdade dos povos. Além disso, quando vejo um sindicato ou um partido socialista, não o vejo a defender os verdadeiros interesses do trabalhador mas sim das empresas multinacionais, porque se fosse o contrário eram contra a imigração e a favor da defesa do trabalhador nacional que eles falariam sempre.
A parte homicida do regime comunista esteve sempre mais ou menos escondida, até à publicação do “Livro Negro do Comunismo”. Os autores desta obra foram pessoas com coragem e com vontade de repor a verdade histórica. Para muitos de vós que não tenham paciência para ler o livro, transcreverei alguns dados que ali são expostos para desmascarar o comunismo. Hoje em dia, nós, nacionalistas, temos que cada vez mais estar armados de poder intelectual para lhes fazer frente e combatê-los, para os podermos desmascarar e para que a Verdade substitua a Mentira nesta sociedade.
Os regimes comunistas cometeram inúmeros crimes, crimes contra o espírito antes de mais nada, crimes contra a cultura universal e racional, e pior, assassínio em massa de homens, mulheres e crianças. Aqui vão alguns números;

- URSS, 20 milhões de mortos
- China, 65 milhões de mortos
- Vietname, 1 milhões de mortos
- Coreia do Norte, 2 milhões de mortos
- Camboja, 2 milhões de mortos
- Europa oriental 1 milhões de mortos
- Américo Latina, 150000 mortos
- África, 17 milhões de mortos
- Afeganistão, 1,5 milhões de mortos

Poderemos pensar que estes dados são inventados e escritos por direitistas, fascistas, nazis, capitalistas, neo-liberiais, mas não. A veracidade dos factos é confirmada por ex-comunistas como José Pacheco Pereira, que escreveu o prefácio da edição portuguesa. Ao longo do livro são descritas as formas como as pessoas iam morrendo, talvez a mais cruel das quais tenha sido deixar a população morrer à fome. Na Coreia do Norte, 1 milhão de pessoas morreu assim, enquanto na China (durante a Revolução Cultural efectuada por Mao Tse Tung), existem registos de actos de canibalismo, ou seja as pessoas procuravam todas as formas possíveis de sobreviver. Mas existem frases célebres, umas delas é de Lenine:

“A fome não só destruiu a fé no Czar, como também a fé em Deus”.

Utilizou a fome como meio didáctico... existirá algo mais cruel?
A tão querida Rússia, amada pelos marxistas, comunistas e bolchevistas de todo o Mundo, cometeu crimes horríveis, desde a deportação de inimigos do regime para a Sibéria, passando por deixar as populações famintas, até ao assassínio de pessoas por variados motivos. Durante a II Guerra Mundial, o comunismo russo dizimou as minorias étnicas. Mais de 80% dos 2 milhões de descendentes de alemães que moravam na URSS foram referenciados como espiões e colaboradores do inimigo. Várias outras etnias foram massacradas. A cidade de Konigsberg, verdadeira jóia da coroa da Ordem Teutónica, foi transformada em “Kaliningrado” e ainda hoje alguns sectores da sociedade russa (desde Jirinowsky aos nacionais-bolchevistas, que ainda defendem um imperialismo primário que é nocivo para o futuro da Europa) recusam sequer pensar em devolver essa cidade ao seu dono legítimo: a Alemanha.
Os exemplos de crimes cometidos pelos comunistas são tantos que nem todas as páginas que esta revista tem chegam para referenciá-los, pois esses crimes aconteceram um pouco por todo o lado, em todos os países, em todos os continentes, camuflados pelo governo, ou então sob a forma de simples redes terroristas (como as famosas FP25 em Portugal, protegidas pelos governantes do pós-25 de Abril). Apelo à leitura do referido livro, pois vale bem a pena lê-lo: a verdade merece esse esforço e os nossos inimigos imperialistas (não só os comunistas mas também os capitalistas) têm de ser desmascarados.
O comunismo matou, mata e continuará a matar se o silêncio imperar.

Nuno Rodrigues

6.29.2004

PORTUGUESES ATÉ AO FIM! 

Nos dias que correm, é cada vez mais frequente ver os jovens numa vida de decadência, por entre a ignorância e a droga, sem ideias para o progresso da nossa Nação. Perdem o orgulho pela sua Pátria, pois desconhecem a sua história, as suas raízes e os sacrifícios que os seus antepassados fizeram para que hoje possamos ser Portugueses, pertencentes a uma Nação das mais antigas do mundo (quase milenar). Porque será que isto acontece?
Será culpa dos jovens? Penso que não: a culpa está no sistema materialista (marxista ou capitalista) que aos poucos vai avançando e controlando as mentes, globalizando-as para que percam a sua consciência individual e nacional. Nas escolas, é frequente vermos os alunos a consumir drogas e álcool, pois ninguém se importa. Algumas pessoas até acham bem: “viva a liberdade!”, dizem elas. O ensino está completamente dominado por “professores” com ideais de esquerda e extrema esquerda, que procuram ocultar toda a nossa história, cultura e tradição e aqueles que se lhes opõem são imediatamente apelidados de “fascistas” e tornam-se num alvo a abater. Esses marxistas loucos e paranóicos, movidos pela sua sede de vingança e pelos seus ideias utópicos e assassinos precisam de ser tratados, pois não têm condições para formar a nossa juventude.
Depois vêm as músicas de certos grupos que também incentivam os jovens ao consumo de drogas, a não ir á escola e/ou a bater nos professores e nos polícias. Por este andar, o que vai acabar por acontecer é que os jovens não terão nada que os leve para uma nova alternativa, para o caminho da formação e de orgulho em si e na sua Nação. Mas se uma banda faz musica a partir da qual defende a sua Nação contra todos os males que a afectam, aí essa banda já passa a ser “nazi” e aparecem logo artigos nos jornais a dizer disparates, como há algum tempo aconteceu com um jornaleco onde um pseudo-jornalista criticou as bandas nacionalistas portuguesas de uma forma pouco leal. Claro que nesse artigo se “esqueceu” de dizer que os nacionalistas não se drogam e não roubam. Enfim, já percebemos há muito: quem luta pela Nação é perseguido.
Do modo como vivemos, são cada vez mais os jovens que se tornam “afro-americanizados”, que aderem à cultura afroamericana do rap do hip-hop e dos guetos e se juntam por isso em gangues, passando a partir daí a um modo de vida em que pouco mais querem fazer do que roubar, destruir e agredir pessoas na rua. Mas o sistema não os pune, muitas vezes por achar que eles ainda são novos e por isso não devem ser presos(!?). Outro problema é o facto de muitos jovens frequentadores de escolas das zonas suburbanas de Lisboa terem medo dos grupos de jovens africanos que os agridem, roubam e intimidam permanentemente. E, para se protegerem, optam por uma atitude de “se são mais fortes junta-te a eles”. Tornam-se assim autênticos africanos, passando a usar expressões em crioulo e a vestir-se segundo a moda desses mesmos africanos do rap do hip-hop e dos guetos e esquecem-se das suas raízes. E porque não decidem esses jovens afirmar a sua portugalidade e reagir contra quem os ameaça, formando eles próprios os seus grupos de defesa da sua identidade e integridade física? Isso, no sistema actual, é impossível: eram logo apelidados de “racistas”, “nazis”, etc., eram logo perseguidos pelos professores das suas escolas e eram logo alvo de artigos discriminatórios por parte dos jornais da sua terra e nunca mais tinham sossego. Os gangues de africanos, quando se unem para intimidar os jovens portugueses da zona onde moram, são sempre vistos como os “coitadinhos”. Mas se os jovens portugueses se unem e se defendem aparece logo a imprensa, os professores e sei lá mais quem a chamar-lhes “racistas” e “criminosos”. Dois pesos e duas medidas. É triste mas é verdade!
Esses jovens como nós precisam de sentir que fomos, somos e continuaremos a ser uma grande Nação. Mas para isso também têm de modificar as suas atitudes. Nunca até hoje os nossos inimigos ficaram impunes, sempre vencemos todos aqueles que se nos opuseram e como não podemos usar a força devemos usar a inteligência, não caindo na decadência da droga e do gueto, mas sim procurando atingir um nível de conhecimentos que nos torne aos poucos na elite deste país. Qualquer outra opção (como por exemplo, o recurso à violência sem ser em legítima defesa), neste momento, valerá para nós uma temporada na prisão enquanto os nossos inimigos continuarão cá fora a rir-se de nós e a roubar e a intimidar os nossos irmãos mais novos à saída da escola ou do centro comercial.
Outro grande mal são as televisões, que são o veículo da decadência e da estupidificação em que o sistema nos quer deixar cair. E onde estão os programas culturais? Pois é, enquanto os valores tradicionais não estiverem ainda mais esquecidos e até mesmo destruídos, o sistema não descansa!
Jovens portugueses, ponham os olhos no passado e vivam para o futuro: vamos defender a herança que os nossos antepassados nos deixaram e projectá-la no amanhã. Abaixo o consumismo, o mundialismo, a globalização, o comunismo e todas as políticas que aniquilam as nossas tradições e nos tornam escravos. Liberta-te e luta pela tua Nação.
Viva o Nacionalismo, viva Portugal, em frente Soldados Políticos!

Bruno Barros


6.23.2004

PEDÓFILIA: OS MONSTROS QUE AMEAÇAM OS NOSSOS FILHOS 

A pedofilia é um tema sobre o qual me é particularmente difícil falar, pois atinge, a meu ver, dimensões monstruosas, quer em termos do crime cometido, quer em termos do criminoso em si.
Importa-me antes de mais esclarecer que um pedófilo não é uma pessoa. Assemelhar-se-á antes a um monstro perverso, nunca a um doente mental, pois os doentes mentais agem por impulso. E os pedófilos não, funcionam como um monstro que planeia o rapto e o destino a aplicar á vitima, que neste caso não passa de uma criança inocente.
E esse destino é semelhante em todos os casos: a criança é raptada, afastada da sua família, torturada, violada, drogada e lentamente conduzida á morte.
Que me desculpem os senhores psicólogos e os demais especialistas em questões da mente, mas não me interessam as razões que motivam o “monstro”, chamemos-lhe assim. Creio que não exista no mundo uma razão tão forte que justifique acto tão desumano como aquele do monstro que tortura um bebé, que colabora na filmagem de crianças amarradas, despidas e sujeitas a um contacto sexual nojento. Os fins de tudo isto, quando não se ficam pelo mero sadismo, são muito lucrativos e o preço de um filme com este tipo de práticas (se é que se pode chamar a isso um filme) chega a rondar os 4.000 contos (ou 20.000 euros), o que me leva a crer que muitos destes monstros têm muitas posses e ocupam cargos importantes em empresas e governos. Por isso é que não se vê esforços mais empenhados para acabar com esta monstruosidade.
Nas fotografias que aparecem na TV, conseguimos captar o sadismo no monstro no seu auge, a crueldade de obrigar uma criança submetida a uma ameaça física, ou sob o efeito de droga.
É para mim impossível enquanto ser humano conseguir abstrair-me e revelar-me imparcial em relação á minha atitude perante um pedófilo… a pena de morte é muito pouco, todos os castigos que imagino parecem pouco para tal monstruosidade.
Não, não sou desumana. Sou acima de tudo uma mulher, com um desejo: ser mãe. E, como tal, sinto-me no dever de proteger os meus filhos, nem que para tal corra o risco de me apelidarem de desumana.
Negra e profundamente revoltante é também a posição e a atitude tomada pelos nossos (des)governantes, que passam horas a fio sentados na bancada parlamentar a ler o jornal, a dormir ou a discutir o sexo dos anjos para ver se conseguem chegar ao poder.
Acho que estes senhores não estão interessados em resolver o problema, acho que até não lhes interessa, pois se não fosse o caso muitos dos monstros já teriam sido punidos com a severidade que mereciam e as crianças entregues às suas famílias. Mas, em vez disso, autorizam festas de homossexuais e fazem das nossas cidades roteiros dessa seita. Desta maneira, promovendo a homossexualidade, ajudam a que o problema se multiplique, dado que, segundo cálculos recentemente publicados, 80% dos homossexuais são pedófilos. E basta reparar que os países onde existem mais casos de pedofilia são aqueles onde o casamento entre homossexuais e a adopção de crianças por eles é permitida, como é o caso, por exemplo, da Holanda.
Caberá a vós reflectir sobre o porquê do fenómeno!
Foi profundamente triste que me debrucei sobre o assunto e que me atrevi a escrever sobre ele. O objectivo foi fazer com que todos que leram este artigo pensem e se unam na luta contra os monstros que diariamente maltratam e torturam inocentes.
Faremos ouvir as nossas vozes bem alto até esta monstruosidade acabar, nós mulheres acompanharemos os nossos homens nesta luta em defesa dos nossos filhos, em nome da justiça e da verdade.

Marta Malheiro


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